Urandir e Projeto Portal pesquisam as pirâmides do Egito


Sob a liderança de Urandir Fernandes de Oliveira, começou no dia 19 de maio de 2015 a 9ª Expedição Zigurats Projeto Portal – Egito 2015.

O roteiro inicial da expedição foi pesquisar as grandes pirâmides do Egito: Quéops, Quefren e Miquerinos, juntamente com a Esfinge.

A Pirâmide de Quéops

A Pirâmide de Quéops, também conhecida como a Grande Pirâmide, é a maior e mais antiga das três pirâmides de Gizé. Acredita-se ter sido construída para ser a tumba do Faraó Quéops da quarta dinastia, cujo reinado se estendeu de 2551 a 2528 a.C. (século XXVI a.C.). É a maior das três pirâmides de Gizé: sua altura original era de 146,60 metros, mas atualmente é de apenas 137,16 m, pois falta parte do seu topo e o revestimento, que se acredita ter sido originalmente fabricado em ouro.

História e arquitetura

Urandir oliveira pesquisa Piramide de Queops - Pesquisador Urandir 2015Originalmente, a Grande Pirâmide foi coberta por pedras de revestimento que formaram uma superfície externa lisa, o que se vê hoje é a estrutura central subjacente. Algumas das pedras de revestimento ainda são visíveis, uma vez que a estrutura ainda pode ser vista em torno da base. Existem diversas diferentes teorias científicas e alternativas sobre técnicas da construção da Grande Pirâmide. As hipóteses mais aceitas são de construção baseada na ideia de que ela foi construída movendo enormes pedras de uma pedreira e arrastando e levantando-os no lugar. Estima-se ter necessitado de uma força de trabalho de cerca de 100 mil pessoas ao longo de 20 anos, sendo que esses homens eram livres  e não escravos. Porém essa teoria tem sido refutada por muitos arqueólogos modernos, e Urandir Oliveira juntamente com os pesquisadores do Projeto Portal coletaram importantes evidências que podem levar essa teoria a ser definitivamente negada.

Entre as pirâmides, a de Quéops sobressai como uma das criações mais espetaculares e geniais da história da arquitetura. A pirâmide figurou na lista das estruturas mais altas do mundo construídas pelo homem por mais de 3800 anos.

Assim como nas outras pirâmides, a de Quéops é orientada segundo os quatro pontos cardeais, limitando o Delta geometricamente com o prolongamento das duas diagonais e dividindo-o em duas iguais seguindo o eixo da pirâmide, ou seja: medindo a vara egípcia 0,525 metros, o lado da base da pirâmide tem 440 varas e a sua altura atinge as 280 varas. Estas consideráveis medidas têm dado lugar a especulações matemáticas bastante complexas, pois é reconhecido que tem forte relação com o posterior desenvolvimento da matemática de Pitagóras.

Por outro lado, a orientação da pirâmide permitia que os raios luminosos da estrela Sírio, ao passar pelo meridiano, penetrassem na câmara existente no seu núcleo por meio de um conduto, no momento em que se anunciava o princípio do ano egípcio e o início das inundações do rio Nilo, como a luz da estrela Polar entrava pelos condutos do norte. Isso mostra um elevado avanço na ciência da época necessário para a elaboração arquitetônica da grande pirâmide.

Este monumento marca o auge da época dessas monumentais construções, tanto no que se refere ao tamanho quanto à complexidade da estrutura. Tendo uma superfície que cobre quase 53 mil metros quadrados, é sem dúvida um dos monumentos mais polêmicos de toda a Antiguidade.

A Pirâmide de Miquerinos

A Pirâmide de Miquerinos é a menor em tamanho e a terceira dentre as mais famosas pirâmides do mundo antigo, as Pirâmides de Gizé. Acredita-se essa pirâmide foi feita para ser tumba do faraó Miquerinos (em egípcio Men-kau-Ra), que era filho do faraó Quéfren, e o quinto soberano da IV Dinastia.

Urandir oliveira pesquisa a Piramide de Miquerinos - Pesquisador Urandir 2015A descoberta do seu nome aconteceu no século XIX, pois estava escrito no teto da câmara funerária de uma pirâmide secundária em ocre vermelho e também foi atribuídos a ele um conjunto de monumentos, confirmando que havia sido dada por Heródoto.

O faraó Miquerinos reinou pouco tempo, por este motivo não teve tempo de concluir sua pirâmide. Com a sua morte a pirâmide foi terminada às pressas, e foi usado material de qualidade inferior, várias partes ficaram inacabados e seus revestimentos de granito para a construção não passaram da décima sexta fila de pedras. Em seu tamanho original ela media 66 metros e 44 centímetros, ocupando uma área de 11.807 metros quadrados, hoje se sabe que esta dimensão está reduzida para 62 metros e 18 centímetros.

A Esfinge de Gizé

Grande Esfinge de Gizé, comumente referida apenas como Esfinge, é uma estátua da pedra calcária que representa uma esfinge (uma criatura mítica com corpo de leão e uma cabeça humana) localizada no planalto de Gizé, na margem oeste do rio Nilo, em Gizé, Egito. O rosto do monumento é geralmente considerado como uma representação do rosto do faraó Quéfren.Urandir oliveira pesquisa a Esfinge - Pesquisador Urandir 2015

É a maior estátua feita de monólito no mundo, com 73,5 metros de comprimento, 19,3 metros de largura e 20,22 m de altura. É considerada pela arqueologia tradicional como a mais antiga escultura monumental conhecida e é comumente tida como uma obra construída por egípcios antigos do reino velho Império Antigo durante o reinado do faraó Quéfren (c. 2558-2532 aC). Porém há fortes indícios de que essa datação está muito distante para frente da real. Vários arqueólogos independentes tem colocado essa datação para além de 20 mil anos atrás o que leva a uma remodelação completa de toda a história da humanidade. O grupo de pesquisadores, liderados por Urandir Oliveira coletou informações importantes sobre isso e publicará em breve suas análises.

A Pirâmide de Quefrem

O faraó Quéfren era filho do faraó Quéops e quarto rei da IV dinastia, ele reinou entre 2520 e 2494 a.C, ordenou que fosse construída sua pirâmide que hoje é, em tamanho, a segunda maior pirâmide do Antigo Egito. Majestosa e imponente, foi revestida de pedra calcária e granito vermelho. Foi denominada pelos antigos egípcios como a “‘Grande Quéfren”‘.  Próximo de onde foi erguida a pirâmide de Quéfren havia um conjunto rochoso, que foi aproveitado para que nele se esculpisse a famosa Esfinge, monumento que representa o faraó sentado em seu trono. A luz do sol do meio-dia ainda a faz brilhar de forma deslumbrante.

Urandir oliveira pesquisa a Piramide de Quéfren - Pesquisador Urandir 2015A pirâmide tem duas entradas, e ambas têm cerca de doze metros a leste do ponto central de sua face norte. A primeira se encontra mais ou menos a quinze metros de altura em relação ao solo, ao passo que a outra foi escavada diretamente nele e também abaixo da primeira.

Da entrada superior encontra-se um corredor inclinado, baixo e estreito, que desce pela estrutura da pirâmide até penetrar na rocha, tornando-se então horizontal seguindo até o centro do monumento onde se encontra uma câmara funerária.

O teto, o piso, as paredes de toda a seção inclinada do corredor e uma pequena parte da seção horizontal, foram recobertos de granito vermelho. Bem próximo de onde termina o revestimento de granito foram talhadas canaletas verticais nas paredes que serviam para receber uma porta levadiça, também de granito, cujos restos ainda permanecem naquele local.

A sala do faraó é ricamente ornamentada, assim como tantas outras pirâmides. Toda a câmara mortuária foi esculpida na rocha. A restrição ficou mesmo por conta do teto em ponta que é formado por lajes de pedra calcária assentadas no mesmo ângulo das faces do monumento. A câmara mede quatorze metros e dezessete centímetros leste/oeste, 5 metros de largura e 6 metros e 85 centímetros de altura. Existem cavidades retangulares de aproximadamente trinta centímetros de profundidade junto ao topo das paredes norte e sul.

Foram encontrados no interior da pirâmide um sarcófago com dois metros e 43 centímetros de comprimento por 1 metro de largura e 68 centímetros de profundidade, mas o corpo mumificado do rei não estava nele. Ele foi encontrado por arqueólogos, em 1818, foi encontrado também um ataúde mas este estava quebrado em dois pedaços.

Na entrada inferior encontra-se um corredor, cavado no substrato rochoso que segue um trajeto igual ao corredor superior até tornar-se horizontal, proporcionando um trajeto bem curto ascendendo abruptamente para surgir no solo da seção horizontal do corredor superior. Neste corredor inferior as paredes não se encontram revestidas de granito, mas existe uma porta levadiça de granito vermelho. Na seção plana, onde está a parede leste, se encontra uma reentrância; no lado oposto, uma passagem em declive desemboca em uma câmara que mede 10 metros e 43 centímetros de comprimento por 3 metros de largura e 2 metros e 56 centímetros de altura.

Artigo publicado em 2015-07-28 20:42:59.